Os
morcegos são os únicos mamíferos
com capacidade de voar, devido à
transformação de seus braços em
asas.
Os morcegos
saem de seus abrigos ao
entardecer ou no início da
noite. Comunicam-se e voam
orientados por sons de alta
freqüência que, emitidos pela
boca ou narinas, ao encontrar um
obstáculo retornam em forma de
ecos. Esses ecos são captados
pelos seus ouvidos e
transformados em estímulos
nervosos, possibilitando assim
sua orientação. Utilizam também
a visão e o olfato.
A alimentação
dos morcegos varia conforme a
espécie. Assim, existem os que
se alimentam de frutos (frugívoros),
de néctar e pólen das flores (nectarívoros),
de insetos (insetívoros), de
pequenos vertebrados
(carnívoros) e sangue
(hematófagos).
Os
morcegos, em geral, ficam
abrigados durante o dia em
locais como cavernas, ocos de
árvore, edificações (juntas de
dilatação de prédios, porões,
sótãos, cumeeiras sem vedação,
entre outros), folhagens e
superfície de troncos.
Ciclo de vida
Como todo
mamífero, os filhotes dos
morcegos são gerados dentro do
útero de suas mães. Apresentam
uma gestação de 2 a 7 meses,
dependendo da espécie, sendo
que, geralmente, nasce um
filhote por gestação.
Logo após
nascer, algumas mães costumam
carregar seus filhotes em vôos
de atividade noturna.
Nos primeiros
meses os filhotes são
alimentados com leite materno e,
gradativamente, começam a
ingerir o mesmo alimento dos
adultos.
Os morcegos
possuem expectativa de vida
alta, variando entre 10 e 30
anos (algumas espécies
insetívoras).
Importância ecológica
Os
morcegos são mamíferos considerados úteis ao homem e à
natureza, devendo ser preservados. Em ecossistemas
naturais, os fitófagos promovem,
em alguns casos, a polinização
das flores e a dispersão de
sementes de diversas plantas,
podendo inclusive, recuperar
áreas desmatadas.
Os
insetívoros são considerados de
grande importância ecológica,
uma vez que auxiliam no controle
das populações de alguns insetos
noturnos. Além disso, fazem
parte da fauna brasileira e são,
portanto, protegidos pela Lei
Federal 9.605/98 (Lei do Meio
Ambiente).
Portanto,
devemos evitar a morte
indiscriminada desses animais,
conscientizando a população
quanto à importância de manter
vacinados (anualmente) contra a
raiva os animais domésticos
(cães e gatos).